As Experiências

“No ano de 2014 tive a oportunidade de viver uma semana com o povo indígena Kalapalo do Alto Xingu durante as festividades do Kuarup.
Subi o rio no qual me banhei, visitei aldeias e suas gentes, comi peixe tucunaré com bijú, vivi em oca, dormi em rede, partilhei idéias com as famílias, brinquei com as suas crianças, me pintaram, me adornaram, dancei… enfim! Vivi!”

Paulo Rodrigues, Angola

“Xingu, lugar que transborda vida, com suas cores, sons, sabores e sorrisos. De céu é azul e noites estreladas. O Kuarup é uma cerimônia intensa, cheia de beleza e de importante significado. Para mim, foi uma jornada emocionante, que não dá para descrever com simples palavras.”

Daniela Rodrigues

“Para começar, tive o prazer de conhecer a família da Samantha, Kapaí, Rogério e Aguga Kalapalo. Pequenininhos, há quase 15 anos. Conheço o Apa Kunué a esse tempo.
Tive a alegria de poder ir a uma cerimônia do Kuarup em 2016 e compartilhar sua companhia no seu local de origem. O povo do Xingu é extremamente receptivo, simples de vivência, humilde, porém cheio de sabedoria e virtudes.
Pretendo voltar em breve, principalmente pelo povo Kalapalo, que foi meu primeiro contato e que se tornaram amigos. Vida longa aos povos da floresta !!”

Eli MacFerry

“Meu deslocamento ao Parque Nacional do Xingu, junto aos Kalapalo está para além do corpo físico, me desloquei espiritualmente a um universo que minha imaginação ocidental de artista jamais havia sido capaz de elaborar. Só consegui estabelecer nossa relação a partir da imersão possível. Foi a primeira vez que me permiti estar nú diante de estranhos num ambiente que não fosse os vestiários dos ginásios e campos de futebol, e ao ar livre. Vivi uma ansiedade infantil de experimentar todos os elementos de sua fascinante cultura. Banhar-se no rio Xingu é receber uma energia diária gigantesca, é estabelecer uma conexão muito forte com uma poderosa entidade. Brincamos de pega-pega, que por si já traz uma proposta tradutória das relações com o corpo e a natureza, foi constrangedor perceber nossa inabilidade perante a natureza intocada. Me submeter ao dolorido ritual da “Arranhadeira” , do guerreiro lutador despertou parte da minha alma primitiva, que por poucas vezes durante minha vida esteve tão incandescente. O que resgatei no Xingu é inclassificável, porque o imaterial não pode ser pesado nem medido, apenas vivido. Retornei com incontáveis inspirações, com a certeza de que jamais seria o mesmo e perdidamente encantado por aquele povo. Gratidão eterna aos Kalapalo”

Daniel Caramori

“Foi muito gratificante e indescritível a experiência de ter visitado o Parque Indígena do Xingú no período da Cerimonia Kuarup.
É um país dentro de outro país, com suas tradições e costumes preservados no artesanato, na dança e no cotidiano desde a pesca até o fazer do Biju.
Vivenciar essa cultura de perto é irreal, um espetáculo de cores e formas. Fui muito bem recebido e logo já me sentia em casa.
A Cerimonia é incrível com o ritual da chegada do tronco, a decoração, o lamento e o choro onde se nota o valor pela vida do povo Kalapalo.
O ritmo da dança coreografado ao som do chocalho levanta a poeira e impressiona pela dimensão, as vezes é impossível saber onde se começa ou termina.
Na luta, não existe a agressividade que vemos nas novas modalidades tão populares e sangrentas, trata-se apenas de um ritual entre povo anfritião e vizinhos que celebram a amizade.
Conhecer a Aldeia e o povo Kalapalo é conhecer e viver nossa historia, nossas raízes. Irei com certeza voltar muitas vezes.”

Red Roque

“Eu não sabia o que esperar. Eu não sabia quantas pessoas viviam lá, como era dormir em uma oca, como seria a alimentação deles. Propositalmente eu não levei nenhum alimento da cidade, então me arrisquei! Difícil eu dizer se foi melhor ou pior do que eu esperava porque eu não criei expectativas. Me preparei apenas para as picadas de insetos! (risos)

O mais difícil em termos práticos foi não ter banheiro. Na região há muitas cobras, é comum você andar e ver uma cobra passando. A maior aventura do dia era ir fazer as necessidades (risos).

O ambiente, toda a natureza em volta, te envolvem tanto que você esquece de celular, televisão ou energia elétrica. Você não sente necessidade de nada disso.

Depois do terceiro dia na aldeia é que eu senti a energia do lugar. Todos que vivem lá ficaram mais à vontade, se arriscaram em falar português conosco, brincar a noite em volta da fogueira, contar histórias na rede à noite… Me senti parte da família.”

Para ler mais: http://marianaviaja.com/outras-viagens/vivencia-aldeia-indigena-tehuhungu-parque-do-xingu-mato-grosso/

Natália